segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

CABEDAL, CABEDAL - verbete glossario etimologia





Ela, a bem-amada, quer, de per si,
Deseja, almeja, arde por sentir
O calor do sol
Que vem dos olhos do amado
Que a olha com ardor,
Aquece-a com amor, paixão,
Como o sol olha para a lua
E ilumina-lhe a face
Com o palor de sua paixão
Em  um de seus dois quartos
De luas minguantes e crescentes,
Novilúnio e plenilúnio.

Ela, a mui querida,
Doce e dócil até na face desenhada
Pelo artista da paz,
Mestre em gravuras,
Cujo tema é a paixão do amor,
Dá mais volume à voz,
Se o enamorado está distraído
A fim de que ele a ouça e olhe
E molhe as moles dos edifícios
Por onde caminhou o sol
Enquanto ela desvia a cabeça e o corpo
dos transeuntes,  que separam
uns olhos d’outros olhos,
feito flor a separar sépalas,
pétalas, folhas lanceoladas...
cujo plantio ocorreu no estio
 a meio caminho
dos quatro olhos sem óculos
que se procuram ansiosos
do caminho ao cominho,
Enquanto, utilizando outro recurso
Para encontrar os olhos
Para ela caros e cálidos;
 Ela, que, tal qual o vegetal
A se esgueirar, torcer-se
Na dança do caule
que busca o sol,
por vezes  retarda o passo
a fim de se livrar
de objetos interpostos...
entre seus olhos e outros olhos
que se miram sequiosos
na miragem da sede do deserto
onde o amor escasseia no oásis.
Enfim, ela faz de tudo!
Para ser amada
Sob a intensidade solar da paixão,
Submissa em sua missão
Ao viço daquele raio de sol
Que vem acariciá-la no olhar tenso
De quem ela ama
Que é quem a ama
Com a intensidade do fogo da paixão,
Que, secretamente, secreta nos hormônios
E não é percebido
Nem nos desvãos dos casamentos assombrados
Pela esquizofrenia social
Com seus girassóis finados,
Outras naturezas mortas,
Vítimas de assassínios,
Que também, em versão alternativa,
 são atribuídas a alguém
que antes aqui vinha
À vinha dos olhos:
Vincent Van Gogh
Ou outros mestres das artes plásticas
Qual  Rodin a plasmar os amantes
No beijo nu antes do  novel beijo
Que a “Art nouveau” besuntou de tinta
Numa obra de Gustav  Klimt,
Cujo nome é “O Beijo”,
Sendo ambas obras de artistas
Cujo  amor copiado copiosamente
 Já em vão abstraídas estão
 Da paixão de quem as animava
Que  foram em seu ser dado ao real
pela natureza da carne
e em artefato de tinta e pedra
pelo intelecto dos artistas
que as esculpiram e pintaram
Aquele eu,  aquela ela
éramos nós em todos os tempos
Na senda do “pathos”
Naqueles espaços puídos,
Hoje roto na carne,
Mas não na pedra, na tinta
E no amor que nos reveste de luz
Naquela era de paixão febril
Onde e no tempo que eram
E ainda erram os que amavam
Com a destreza e o tirocínio da paixão.
Então, no Taboão da Serra,
o ser e o tempo
Era, a caminho do encontro,
O que erra por outra  geometria
E outra aritmética,
porquanto há muitas aritméticas e geometrias,
Quiçá sem o algoritmo
Que dá o rito e ritmo ao ser-ator
Nos atos atuais ( atos-atores),
No tempo em que vivemos
Agora no ser que atua em nós
E que continua amarrado nos nós górdios
Do amor que somos
- livres das colônias penais sociais.

Era e é ela,
 ainda, linda;
Outro era o  mundo
E a Era do mundo,
Quando Rodin nos esculpiu,
Klimt  pintou.
E o mundo,  que é,
Ou aparece na fenomenologia do apaixonado,
Menos e menor que a mulher amada,
Assim continua sendo no amém,
Pois ela é o mundo maior,
Mais vasto,  mais casto e em pastoreio;
Mundo que, quando  passa,
 é detectado de imediato
Pelo  campo eletromagnético dos amantes,
Assim como o tubarão
Com a presa que come
Em nome da fome
Detecta o nome
Em forma de ondas senoidais
Na caça que rastreia
E segue qual um caça da aeronáutica,
Náutico que é
Já no café
Da manhã malsã.
Nautilos.

Minha amada assim, em jasmim, é  :
Uma Cássia, por onde passa a flora :
“Passiflora”!
( A  Cassia é um vegetal
Que plantei no escuro das flores amarelas,
Tal qual Marília de Dirceu
Vegetou suprema
Nas liras sem iras do poeta conjurado,
Pois o vegetal é mãe da vida
E a dá ao amor,
Que sobe o tom com a paixão
De um tom cantante no coração,
Compondo a natureza do homem,
-  o alimento ao ser
No violinista verde da clorofila
Que toca a vida para frente
- sempre,
- sempre-viva erva!
Que o amor é a vida....:
Morto  não esparge aroma de  feromônio ).

Mas será, Semat,  Seshemetka...,
 que conheço mesmo
A minha amada
 Que sabe a jabuticaba,
fruta que jamais acaba,
minha rainha?!
E ela, conhece-me do mel?!
Faço disto um quesito
porque é fato
Que  ela não sabe de mim
Nem o odor da sebe
Que segue em pós
Meus atos na aurora rubicunda;
Nem  dela sabe
A minha língua a sal de  mar :
E isto é amar,
Que amar sabe a mar
com procelárias cifradas,
Nunca decifradas.

Será que a bem-amada,
Rainha minha
E não do Antigo Egito,
Deitei em tempos remotos
Na Roda dos Enjeitados?!
Ou fiz o que fez  Rodin :
Olvidei-a em algumas estátuas
Que esculpi para suprir
O meu cabedal(cabedal!) de loucura humana?!...
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quinta-feira, 20 de março de 2014

MALDIVAS, MALDIVAS! - verbete wikiwikdicionario etimo

Ficheiro:Amazone Staatliche Antikensammlungen 2342.jpg
Meus pensamentos(Maldivas!),
que são os pensares e pesares do ser humano
ilhado em um indivíduo,
um Robinson Crusoé qualquer,

um Parmênides, um Zenão de Eléia,
dois ou mais Heráclitos de Éfeso,
um ou outro Saulo de Tarso,
com tarso e os ossos metatarsais,
o qual escreveu a Epístola aos Efésios
demudado em Paulo Apóstolo...
- esses pesares em elegia
e pensares em filosofia,
que vão à distância que vão 

os ventos vãos,
os quais vão e voltam
nos vãos dos vaus
e chegam até aonde aporta
a nau que os leva leves,

ultra-leves plumas,
grafados na poeira da luz diáfana,
fotogênicos que são,
- em tais pesares e pensares,

entalhados em madeira de lei,
deixarei, deitarei em signos,
que são atos mudos,
surdos-mudos,
realizados por mim por meio da escrita,
- atos que têm o teor de discursos
para capitães de longo curso,
de corveta e nau capitânea,
ou corsários e piratas incursos
na liberdade que livra e enlouquece,

ouvir na batida do martelo na bigorna
( batuque que abre um mundo novo!)
junto a flibusteiros
até vir a policia de branco e cáqui ou preto
jogar o vetusto xadrez do inconsciente demente

interrompendo a vida em liberdade
fora das patranhas sócio-políticas,
as quais criam e nutrem as patrulhas
dos cães de pequena monta intelectual
e indigência espiritual
que se escondem no xadrez do arlequim 
entre luz e sombra...por Caravaggio!
Por Micheangelo Merisi o Amerigh de Caravaggio!,
um mestre no  xadrez-arlequim das tintas...
um apaixonado violento, impetuoso...
um enamorado da vida em liberdade...
única digna de um homem, ó Libertina
( nome de toda sociedade ou comunidade
que sejam de homens e não abelhas!)...
 
Os signos assinalados à moda dos barões de Camões,

que cantou alto e bom som,
legarei aos leitores e musas
encarregados do levante deles
pela via crúcis da mente

do mortal que tombou na tumba,
porém deixou a deusa ou mente,
serpente que se ergue no deserto da vida
tal qual cascavel ziguezagueante
nas areias do deserto mudo,
mudando duna a duna,
o que coaduna com o que dura
grafado, geoglifado, petroglifado ou hieroglifado
sobre objetos insólitos
e não sólidos,
os quais realizam a travessia
pelo universo natural  da química,
pois signos são mudos, tartamudos
que, entretanto, podem suscitar
os significados e símbolos nas vozes
das musas, dos homens 

ou dos instrumentos musicais
- e são  essas as serpentes 

que os erguem do limbo
ao solo do oboé ou violino,
em solo de solista humano,
quer seja soprano, tenor, barítono
a chorar em bom tom
com olhos postos
no orvalho da madrugada
que cai em solo
e cuja  cantilena é madrigal para besouro,
rumorejar de riacho que ri
para coleóptero oculto em madressilva,
todo iluminado,
buda que é
- no vaga-lume e pirilampo
em campo ancho
- no angico
que abre outro campo,
extra-campo verde,
com violonista enamorado,
ébrio da bebida da madrugada
iluminado por livros medievais (iluminuras)
e pirlilampos-budas em nirvana.

Meus cantos e discursos
terão "voz" e vez também
no silêncio dos olhos e da mente
de quem os lê,
pois empós as auroras
dos meus 96 anos de vida
a fala  deles será  falha mnemônica
que será apagada da memória,
bem como todo o resto
que ficar pela terra
- e que é terra
também em terracota,
que artefato somos
nas mãos e mente da cultura,

que nos mente e manipula :
e em soldados, operários, sábios ou reis
nos industrializam ou aculturam ou civilizam.
Contudo, não será no mutismo dos signos

e nos seus silêncios de prisões
que se dará o levante de minha voz

já em signos jacente,
mas máxime o máximo mágico 

do meu pensamento,
no DNA dos signos geoglifado,
que continuará ritmando
e cuspindo de si, sem boca,
sem nota musical ouvida em si,

bemol maior ou menor,
símbolos que são  serpentes

nascidas de signos,
pois o símbolo se mescla em carne

do verbo com o ser da víbora
que ziguezageia na areia tórrida do Saara,
o qual ara um camelo e um dromedário,
num oásis. Oh! Oásis!
- Quem sabe o que é um oásis?!:
o beduíno, um beduíno, o camelo,

que teima de não ser um camelo
e  um dromedário,
o qual, de fato,  não é o dromedário,
senão de direito,
na voz afiada da doutrina filósofica...
Entrementes, tudo isso passará
nos pássaros que passarão os céus,
ultrapassarão os sóis...
- Até que a língua da água
fale e cante
e desmanche os sulcos do código em areia
desenhados no Poema à Virgem por Padre Anchieta
encetando a erosão da língua!,
a final...
- antes que a cal
caia do caos,

caia o caos
e a nau
nade nua

sem nauta
até a praia
e deixe ao náufrago
a morte do homem,
a qual prenuncia o fim do tempo, 

a destruição do espaço
tal qual em uma fissão nuclear
de longa e longânima cadeia,
que medeia a Medeia,
a infeliz Medeia

de tantos prantos!

O canto em signos
não serei eu
nem minh'alma de gato,
todavia sim uma cerimônia do adeus
presidida pelos bardos
cobertos de  cardos, nardos, dardos, fardos...
quando o pensamento atravessar a pedra
em aporia à flecha de Zeno de Eléia.
Paradoxo. Paradoxo Zeno,
o Eleata que tinha o aceite de todos
menos dos seus pares da Escola Eleata.
( Durma-se com uma seta dessas
mirando seteiras, arqueiros
atirada célere por uma arqueira
- bela, cujos longos e bastos cabelos são a noite negra,
invadindo com trevas corpo e alma,
em salva de luz apenas na Coma da Berenice,
flecha lançada por uma  amazona
equipada com uma besta...
- uma besteira!...Mesmo porque
amazonas são entidades imaginárias,
seres do pensamento em sintaxe de lenda.
Não há notícia de amazona portando uma besta,
pois não as havia onde elas eram lendárias
e trotavam e galopavam em cavalhada
sobre as cavalgaduras,
as bestas de fato e de direito,
que somos os homens
de sexo masculino :xy).

( Poemas em geoglifos para uma Ópera Bufa de Joan Miró representada no carnaval do Arlequim carioca com seu ziriguidum).

Ficheiro:Equipement.archer.png
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